"No entr[e]spaço"
(Patrícia Lara)
Sopro de acácia
nos meus olhos famintos dos teus,
fazendo renascer imagens surreais.
És qualquer coisa entre
o infinito e o abismo
que ecoa os teus passos em mim,
depois que vai embora.
(Inunda a boca o sal dos olhos)
Sobram desejos
a escorrer pelas pontas dos dedos,
a molhar com fogo as minhas pernas.
(Convulsão do útero
a suplicar a vida que há em
ti...)
Não há nada mais contraditório
do que sentir o teu sentir.
Não há nada mais sublime
do que ser mulher em teu corpo...
(mesmo sendo eu, a tua menina)
A docilidade do teu amor me embriaga,
me alucina.
Meu corpo permanece em êxtase absoluto!
Te amo...
muito além do
que a compreensão humana
pode descrever.
Te quero...
muito além do gozo da carne