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Quando, na vida, uma porta se fecha para nós,
há sempre outra que nos abre.
Em geral, porém, olhamos com tanto pesar
e ressentimento para a porta fechada,
que não nos apercebemos da outra que se abriu.
“Nego-me a me submeter ao medo
que me tira a alegria de minha liberdade,
que não me deixa arriscar nada,
que me torna pequena e mesquinha,
que me amarra, que não me deixa ser
direta e franca, que me persegue,
que ocupa negativamente minha imaginação,
que sempre pinta visões sombrias.
No entanto não quero levantar
barricadas por medo do medo.
Eu quero viver, e não quero encerrar-me.
Não quero ser amigável por medo de ser sincero.
Quero pisar firme porque estou seguro
e não para encobrir meu medo.
E, quando me calo, quero fazê-lo por amor
e não por temer as conseqüências de minhas palavras.
Não quero acreditar em algo
só pelo medo de não acreditar.
Não quero filosofar por medo
que algo possa atingir-me de perto.
Não quero dobrar-me,
só porque tenho medo de não ser amável.
Não quero impor algo aos outros
pelo medo de que possam impor algo a mim:
Por medo de errar, não quero tornar-me inativo.
Não quero fugir de volta para o velho, o inaceitável, por medo de não me sentir seguro de novo. Não quero fazer-me de importante por ter medo de ser ignorado. Por convicção e amor, quero fazer o que faço e deixar de fazer o que deixo de fazer. Do medo quero arrancar o domínio e dá-lo ao amor. E quero ser do reino que existe em mim.” Rudolf Steiner (1861-1925)
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