Os funerais luxuosos sempre existiram
como forma de demostrar o poder ou a tradição
religiosa do morto.
Porém, segundo a professora de história e sociologa
Rosana Schwartz, da Universidade Presbiteriana
Markenzie, os rituais modernos com serviços exclusivos, são um reflexo da sociedade
consumista em que vivemos.
"O que estamos vendo hoje é o consumismo da morte sendo explorado. Os carros funerários,
as flores e as roupas do falecido estão sendo
ostentados cada vez mais. É por isso que hoje temos empresas investindo na morte".
A professora lembra que nos rituais de sepultamento ou cremação, os cemiterios
e a arte tumular são objetos da manutenção da
memória do morto e pertencem á identidade
cultural de uma sociedade.
Porém, o que se vê atualmente é o desejo de
manter na morte o consumismo que o morto
tinha durante a vida.