‘Mal de mer’
A pessoa atingida pelo ‘mal de mer’, termo francês equivalente ao enjoo do marinheiro, que significa sofrimento do estômago e cabeça que ataca pessoas que viajam em navio, sente de início angústia e ansiedade respiratória e logo mais vertigens; ela fica pálida, as náuseas aparecem e precedem os vómitos, e por vezes duram vários dias consecutivos. A prevenção do mal pode ser conseguida pelo treino aos deslocamentos do navio e à decisão de fixar um ponto longínquo no horizonte, ao invés do olhar para coisas próximas.
Uma outra doença característica dos ‘celtas’, e frequente na Bretanha, terra do ‘Asterix’ é uma malformação da ‘junta’ da anca, 6 vezes mais frequente na mulher que no homem, em que o tecto, na bacia, para cobrir a cabeça do osso da coxa, é pequeno e por vezes inclinado, chamada -displasia da anca-, e para além de condicionar um maior risco de artrose da anca, determina uma forma diferente de andar.
Ora acontece que, os marinheiros da Bretanha, habituados aos enjoos no mar, com anos de treino, quando olham para uma dessas mulheres, durante a marcha e não estando embarcados, ficam com ‘mal de mer’, e não conseguindo fixar um alvo diferente no horizonte, chegam a sofrer desse mal-estar mais dos que os poucos dias habituais. Nós, os portugueses, também temos uma ascendência celta considerável, e por isso também somos do mesmo ‘galho’.
Guerra e Andrade