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General: MADRUGADA
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Respuesta  Mensaje 1 de 1 en el tema 
De: LINDA MLHER  (Mensaje original) Enviado: 11/10/2012 14:39
 
                                                                                                                                    
                                                                                                                                                     
 
 
 
                                                                                                                               
 
Madrugada
Pedro Tell da Gama
(Lisboa)


Lembro-me bem da tua voz
Ela atravessou a minha escuta,
Como uma bola de fogo na madrugada
Lembro-me bem da tua voz. O resto...
Sim o resto parece-se apenas com a vida.


Ontem, passei na noite, e a escutar-te
Como se de um romance antigo se tratasse
Olhava para as horas despreocupadamente
E afugentava qualquer tédio que por ali passasse

De repente vi que estava triste, mortalmente triste,
Tão triste que me pareceu que me seria impossível
Viver amanhã, não porque morresse ou me matasse,
Mas manter-te assim pura, sem que o tempo te apagasse

Fumei, sonhei, recostado na poltrona
Doía-me viver com uma posição incómoda
Mas para te segurar e ouvir teu canto
Gemia quieto num grito mudo de espanto

De beijos, sorrisos e ecos moribundos fizemos a madrugada,
Trocando o leito pelas palavras, pelos sons de pianos a tocar
Da musica fizemos tema e de nós melodias a querer dar
Espíritos ousados com os lábios húmidos da chuva abrigada.

Fitamo-nos sem nos vermos e brindámos frases custosas
Com copos cristalinos a tilintar, das saudades remotas
Dos tempos em que bebíamos amor, e a dor eram paixões
Benditas e frutuosas trovoadas de calmaria e trovões

Sem receios nem medos avançamos num maremoto
Repletos de espuma e de prazer explícito ao momento
Por entre caminhos tortuosos mas cheios de conhecimento
Das certezas que se cruzavam nos nossos pensamentos

Lembro-me bem da tua voz...

Abriguei-te no peito, como a um inimigo que temo ofender
Um coração desbravado em sangue vivo, sem querer
Puxando-te aos poucos para canções de ter e sofrer
Com a cautela do meu sôfrego fugidio sempre a irromper

Abriste-me as portas do teu refugio, e eu
Pisei os lençóis da tua voz, como se fosse fruta espremida,
Sem parar eu bebia o suco desse néctar que tremeu
O paladar de conchas e das ondas do mar estarrecida

No encanto dormente e amistoso do sol nascente
A mágica de nos termos visto de novo
Foi como um rodopiar brilhante e fascinante
Que nos fez recolher num canto fechado como um ovo

..... cheios de luz resplandecente....

                                                                                                       
 
 
 
 
                                                                                               
 





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