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PROSAS: A PERIFERIA E O VERDE
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De: Jota Há  (Mensagem original) Enviado: 23/09/2009 15:22
 
              

A PERIFERIA E O VERDE

Jota Há

Há tempos virou moda, escrever, pregar e incentivar o gosto e o respeito das pessoas pelo verde, até politicamente. Mas, como todo modismo, passados alguns tempos nota-se o seu arrefecimento. Infelizmente, antes da conscientização das pessoas. São movimentos muito intensos, mas passageiros. Não sei se por falta de interesses políticos ou dificuldades econômicas, não são feitos trabalhos de base para longo prazo. É um verdadeiro fogo-de-palha.

Os trabalhos organizados e executados, na sua esmagadora maioria, acabam fortalecendo o gosto pelo verde, das pessoas já conscientizadas. Embora muito superficialmente, pois são pessoas em sua maioria, que vêem o verde apenas como poesia e, não a sua necessidade prática.

Algo deveria ser feito, talvez até com a devida urgência, mas que seja dirigido à periferia. Os periféricos não têm a mínima noção da utilidade do verde. Mesmo porque uma árvore para eles se não for frutífera não apresenta nenhuma utilidade. Nem a sombra, que os poetas pregam tanto, para eles não tem a menor utilidade. Por que sombra? Saem às quatro da manhã e só voltam às vinte e duas horas. Essas árvores podem servir para esconderijo de marginais. Assim eles pensam.

Até mesmo os seus letrados – que possuem o curso primário – aprenderam com suas professorinhas que as árvores são compostas de: raiz, tronco, galhos, folhas, flores, algumas dão frutos outras não e, que delas se extraem as: resinas, látex para a borracha, lenha com seus galhos, tábuas para fabricar móveis, para construção, algumas, celulose para a fabricação do papel e, que quase todas podem fornecer a madeira que se transforma em tábua para confeccionar nossos caixões, com os quais seremos enterrados.

Portanto, todo o ensinamento recebido é da árvore morta, servindo até para morte. Mas nada sobre árvore viva, árvore vida, que tantos benefícios nos propiciam. O predominante nessas áreas é o verde comestível. Troca-se uma paineira por um pé-de-couve, um pau-brasil, por uma alface, um cedro por uma porção de almeirão. E assim por diante.

Na periferia, a população não vê o verde como prioridade, pois suas demandas não passaram ainda do básico. Ela quer equipamento social, rede de água, esgoto, asfalto, escolas, creches e hospitais. É um longo processo para se ter qualidade de vida.

E, para se chegar a esta qualidade de vida, a política dos homens tem que, obrigatoriamente, ser maior que a qualidade poética das árvores, da natureza, do verde. Verde que produz, reproduz e traduz, em qualquer folha verde, a qualidade de não ser apenas uma cor.

“A realidade não é somente mais estranha do que se pensou, porém mais estranha do que poderíamos supor.”

J. B. S. Haldane

 

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