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General: Dia da Consciência Negra ‘09
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De: Bete (Mensaje original) |
Enviado: 20/11/2009 13:03 |
Dia da Consciência Negra ‘09
Novembro 18, 2009 por Per Raps
O dia 20 de novembro foi escolhido para representar o Dia da Consciência Negra no Brasil. O motivo: nessa mesma data, em 1695, morria Zumbi os Palmares, símbolo da resistência negra em uma época em que a escravidão negra dominava o país. Desde lá, segue a luta pela igualdade, tendo a cultura hip hop como um forte braço. O Per Raps destacou abaixo algumas atividades bem interessantes que vão rolar por diversos pontos no Brasil.
Em 2009,mais de 300 cidades adotaram o Dia da Consciência Negra. O feriado ainda não é considerado nacional e será facultativo em algumas cidades. Confira a lista das cidades que aderiram ao feriado.
[Alagoas, Jaraguá] Em Alagoas, entre os dias 16 e 20, acontece no Museu da Imagem e do Som de Alagoas (Misa), em Jaraguá, o projeto Misa Acústico 2009. Na sexta-feira (20), Dia Nacional da Consciência Negra, o público confere a apresentação da Orquestra de Tambores, que será realizada na Praça Dois Leões, em frente ao Misa.
Todos os shows da programação estão marcados para as 20h30. Os ingressos custam R$ 5 (inteira) e R$ 2 (meia). O espetáculo da Orquestra de Tambores, na praça, será de graça.
[Bahia, Salvador] Na Bahia, em Salvador, acontece no dia 24 de novembro (terça-feira), um ciclo de palestras e debates com os temas. Os temas serão diversos, entre eles: “A vida e obra de Lima Barreto”, “A importncia de Cruz e Souza para Literatura Brasileira”, “Mestre Bimba: Símbolo da Cultura Nacional” e “A Revolta da Chibata”. Tudo acontecerá na Universidade Católica, na Avenida Joana Angélica, na Lapa, das 08h às 16h. Além disso, rola o lançamento do livro “Capoeira Angola: Educação Pluriétnica, Corporal e Ambiental”, do autor Jorge Conceição, às 16h.
No dia 28 de novembro (sábado), acontece o lançamento do CD do grupo de Rap Nova Saga, na Praça Tereza Batista, Pelourinho, às 19h, de graça.
[Paraná, Irati] No Paraná, rola o “Seminário Identidade e Território: Negros na região Sul”, na cidade de Irati. De 16 a 20 de novembro, na Universidade Estadual do Centro-Sul, será feita uma reflexão crítica sobre a influência étnico-racial e a educação a serviço da diversidade na região centro-sul do Paraná, marcada pela imigração alemã, italiana, polonesa e ucrniana. Endereço: PR 153, Km 7, Riozinho.
[Rio de Janeiro, Rio de Janeiro] No Rio de Janeiro, rola um programa cultural com mostra de cinema com a “trilogia negra“, de Cacá Diegues no Centro Cultural Parque das Ruínas, em Santa Teresa, no centro, a partir da sexta-feira (20). Os filmes Gamba Zumba, Quilombo e Xica da Silva vão ser exibidos em três sessões diárias, até o domingo (29). A mostra inaugura a sala de cinema do centro com 80 lugares e terá entrada franca.
No Dia da Consciência Negra, a programação começa às 6h30 com a lavagem do Busto de Zumbi, na Praça 11, no centro do Rio, por integrantes do afoxé Filhos de Gandhi, e segue até as 19h, com shows de Arlindo Cruz, da bateria da Mangueira e da Acadêmicos do Cubango.
[São Paulo, São Paulo] Em São Paulo, para entrar no clima do Dia da Consciência Negra, nada melhor que curtir nesta quarta-feira (18), o lançamento da mixtape do Dj Venom, do Projeto Manada, na Jive Club. A festa faz parte do projeto Hip Hop Series e contará também com a discotecagem do Dj Duenssa e pocket show com o UmDegrau. A Jive fica na Alameda Barros, 376, em Higienópolis. Os homens pagam 10 reais e mulheres, cinco.
Na sexta-feira (20), o evento de destaque tem início a partir das 10h, na Praça da Sé (programação completa), centro da capital paulista. Lá será possível ver o encontro de congadas e missa afro-brasileira com o Coral da Orquestra Sinfônica do Estado e o Coral da Família Alcntara na Catedral da Sé. No palco principal, rola a apresentação, a partir das 12h, o bloco afro Ilê Aiyê, Quinteto em Branco e Preto, vários DJs, Luiz Melodia, Elza Soares e Kamau, acompanhado de Jeffe nos vocais e do DJ Erick Jay.
Além deles, haverá um Momento Hip Hop, que também trará ao palco o rapper brasiliense Gog e o paulistano DJ King. Fechando esse importante momento, a DJ Vivian Marques assume os toca-discos até a próxima atração.
Ainda em Sampa, rola nesta sexta-feira (20/11) a tradicional “Rinha dos Mcs” com o grupo “Primeira Função”. Também participarão desa edição especial, os poetas Akins Kintê e Elizandra Souza, que recitarão versos sobre a consciência negra. Para completar, rola a tradicional discotecagem com os Dj’s DanDan, Marco e Kiko.
Quer saber de mais eventos? Confira nossa agenda especial Consciência Negra. Quer sugerir um evento? Mande para perrapsblog@gmail.com com o assunto [Agenda].
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História do Dia Nacional da Consciência Negra
Esta data foi estabelecida pelo projeto lei número 10.639, no dia 9 de janeiro de 2003. Foi escolhida a data de 20 de novembro, pois foi neste dia, no ano de 1695, que morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares.
A homenagem a Zumbi foi mais do que justa, pois este personagem histórico representou a luta do negro contra a escravidão, no período do Brasil Colonial. Ele morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também um forma coletiva de manutenção da cultura africana aqui no Brasil. Zumbi lutou até a morte por esta cultura e pela liberdade do seu povo.
Importncia da Data
A criação desta data foi importante, pois serve como um momento de conscientização e reflexão sobre a importncia da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional. Os negros africanos colaboraram muito, durante nossa história, nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos de nosso país. É um dia que devemos comemorar nas escolas, nos espaços culturais e em outros locais, valorizando a cultura afro-brasileira.
A abolição da escravatura, de forma oficial, só veio em 1888. Porém, os negros sempre resistiram e lutaram contra a opressão e as injustiças advindas da escravidão.
Vale dizer também que sempre ocorreu uma valorização dos personagens históricos de cor branca. Como se a história do Brasil tivesse sido construída somente pelos europeus e seus descendentes. Imperadores, navegadores, bandeirantes, líderes militares entre outros foram sempre considerados hérois nacionais. Agora temos a valorização de um líder negro em nossa história e, esperamos, que em breve outros personagens históricos de origem africana sejam valorizados por nosso povo e por nossa história. Passos importantes estão sendo tomados neste sentido, pois nas escolas brasileiras já é obrigatória a inclusão de disciplinas e conteúdos que visam estudar a história da África e a cultura afro-brasileira.
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História da Escravidão: Introdução
Ao falarmos em escravidão, é difícil não pensar nos portugueses, espanhóis e ingleses que superlotavam os porões de seus navios de negros africanos, colocando-os a venda de forma desumana e cruel por toda a região da América.
Sobre este tema, é difícil não nos lembrarmos dos capitães-de-mato que perseguiam os negros que haviam fugido no Brasil, dos Palmares, da Guerra de Secessão dos Estados Unidos, da dedicação e idéias defendidas pelos abolicionistas, e de muitos outros fatos ligados a este assunto.
Apesar de todas estas citações, a escravidão é bem mais antiga do que o tráfico do povo africano. Ela vem desde os primórdios de nossa história, quando os povos vencidos em batalhas eram escravizados por seus conquistadores. Podemos citar como exemplo os hebreus, que foram vendidos como escravos desde os começos da História.
Muitas civilizações usaram e dependeram do trabalho escravo para a execução de tarefas mais pesadas e rudimentares. Grécia e Roma foi uma delas, estas detinham um grande número de escravos; contudo, muitos de seus escravos eram bem tratados e tiveram a chance de comprar sua liberdade.
Escravidão no Brasil
No Brasil, a escravidão teve início com a produção de açúcar na primeira metade do século XVI. Os portugueses traziam os negros africanos de suas colônias na África para utilizar como mão-de-obra escrava nos engenhos de açúcar do Nordeste. Os comerciantes de escravos portugueses vendiam os africanos como se fossem mercadorias aqui no Brasil. Os mais saudáveis chegavam a valer o dobro daqueles mais fracos ou velhos.
O transporte era feito da África para o Brasil nos porões do navios negreiros. Amontoados, em condições desumanas, muitos morriam antes de chegar ao Brasil, sendo que os corpos eram lançados ao mar.
Nas fazendas de açúcar ou nas minas de ouro (a partir do século XVIII), os escravos eram tratados da pior forma possível. Trabalhavam muito (de sol a sol), recebendo apenas trapos de roupa e uma alimentação de péssima qualidade. Passavam as noites nas senzalas (galpões escuros, úmidos e com pouca higiene) acorrentados para evitar fugas. Eram constantemente castigados fisicamente, sendo que o açoite era a punição mais comum no Brasil Colônia.
Eram proibidos de praticar sua religião de origem africana ou de realizar suas festas e rituais africanos. Tinham que seguir a religião católica, imposta pelos senhores de engenho, adotar a língua portuguesa na comunicação. Mesmo com todas as imposições e restrições, não deixaram a cultura africana se apagar. Escondidos, realizavam seus rituais, praticavam suas festas, mantiveram suas representações artísticas e até desenvolveram uma forma de luta: a capoeira.
As mulheres negras também sofreram muito com a escravidão, embora os senhores de engenho utilizassem esta mão-de-obra, principalmente, para trabalhos domésticos. Cozinheiras, arrumadeiras e até mesmo amas de leite foram comuns naqueles tempos da colônia.
No Século do Ouro (XVIII) alguns escravos conseguiam comprar sua liberdade após adquirirem a carta de alforria. Juntando alguns "trocados" durante toda a vida, conseguiam tornar-se livres. Porém, as poucas oportunidades e o preconceito da sociedades acabavam fechando as portas para estas pessoas.
O negro também reagiu à escravidão, buscando uma vida digna. Foram comuns as revoltas nas fazendas em que grupos de escravos fugiam, formando nas florestas os famosos quilombos. Estes, eram comunidades bem organizadas, onde os integrantes viviam em liberdade, através de uma organização comunitária aos moldes do que existia na África. Nos quilombos, podiam praticar sua cultura, falar sua língua e exercer seus rituais religiosos. O mais famoso foi o Quilombo de Palmares, comandado por Zumbi.
Campanha Abolicionista e a Abolição da Escravatura
A partir da metade do século XIX a escravidão no Brasil passou a ser contestada pela Inglaterra. Interessada em ampliar seu mercado consumidor no Brasil e no mundo, o Parlamento Inglês aprovou a Lei Bill Aberdeen (1845), que proibia o tráfico de escravos, dando o poder aos ingleses de abordarem e aprisionarem navios de países que faziam esta prática.
Em 1850, o Brasil cedeu às pressões inglesas e aprovou a Lei Eusébio de Queiróz que acabou com o tráfico negreiro. Em 28 de setembro de 1871 era aprovada a Lei do Ventre Livre que dava liberdade aos filhos de escravos nascidos a partir daquela data. E no ano de 1885 era promulgada a Lei dos Sexagenários que garantia liberdade aos escravos com mais de 60 anos de idade.
Somente no final do século XIX é que a escravidão foi mundialmente proibida. Aqui no Brasil, sua abolição se deu em 13 de maio de 1888 com a promulgação da Lei Áurea, feita pela Princesa Isabel. |
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Princesa Isabel: assinou a Lei Áurea em 13 de maio de 1888
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Introdução
Na época em que os portugueses começaram a colonização do Brasil, não existia mão-de-obra para a realização de trabalhos manuais. Diante disso, eles procuraram usar o trabalho dos índios nas lavouras; entretanto, esta escravidão não pôde ser levada adiante, pois os religiosos se colocaram em defesa dos índios condenando sua escravidão. Assim, os portugueses passaram a fazer o mesmo que os demais europeus daquela época. Eles foram à busca de negros na África para submetê-los ao trabalho escravo em sua colônia. Deu-se, assim, a entrada dos escravos no Brasil.
Processo de abolição da escravatura no Brasil
Os negros, trazidos do continente Africano, eram transportados dentro dos porões dos navios negreiros. Devido as péssimas condições deste meio de transporte, muitos deles morriam durante a viagem. Após o desembarque eles eram comprados por fazendeiros e senhores de engenho, que os tratavam de forma cruel e desumana.
Apesar desta prática ser considerada “normal” do ponto de vista da maioria, havia aqueles que eram contra este tipo de abuso. Estes eram os abolicionistas (grupo formado por literatos, religiosos, políticos e pessoas do povo); contudo, esta prática permaneceu por quase 300 anos. O principal fator que manteve a escravidão por um longo período foi o econômico. A economia do país contava somente com o trabalho escravo para realizar as tarefas da roça e outras tão pesados quanto estas. As providências para a libertação dos escravos deveriam ser tomadas lentamente.
A partir de 1870, a região Sul do Brasil passou a empregar assalariados brasileiros e imigrantes estrangeiros; no Norte, as usinas substituíram os primitivos engenhos, fato que permitiu a utilização de um número menor de escravos. Já nas principais cidades, era grande o desejo do surgimento de indústrias.Visando não causar prejuízo aos proprietários, o governo, pressionado pela Inglaterra, foi alcançando seus objetivos aos poucos. O primeiro passo foi dado em 1850, com a extinção do tráfico negreiro. Vinte anos mais tarde, foi declarada a Lei do Ventre-Livre (de 28 de setembro de 1871). Esta lei tornava livre os filhos de escravos que nascessem a partir de sua promulgação.
Em 1885, foi aprovada a lei Saraiva-Cotegipe ou dos Sexagenários que beneficiava os negros de mais de 65 anos.Foi em 13 de maio de 1888, através da Lei Áurea, que liberdade total finalmente foi alcançada pelos negros no Brasil. Esta lei, assinada pela Princesa Isabel, abolia de vez a escravidão no Brasil.
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