11/09/2010
 Uma equipe de professores do curso de Engenharia Florestal da Universidade Federal do Paraná, Brasil, orientou nas últimas semanas em Moçambique, a construção de uma estufa experimental que faz uso da energia solar para secagem de madeira.
Primeiro do género no país, este processo de secagem contrasta com a prática actual no mercado moçambicano, que usa a madeira não-seca, o que dificulta a produção de produtos como móveis, estantes, mesas e materiais para construção de qualidade.
A estufa tem capacidade para 3 metros cúbicos de madeira serrada em tábuas de dimensões comerciais para atender o mercado moçambicano.
A espécie utilizada é o Eucalyptus cloisiana, da floresta de Inhamacari, pertencente ao Cefloma (Centro Florestal de Machipanda) e à Universidade Eduardo Mondlane. Os primeiros lotes de madeira para a secagem já foram produzidos.
A equipe também está a fazer uma análise de mercado para identificar as principais necessidades locais. Outra iniciativa é a identificação dos problemas das pessoas envolvidas com a marcenaria e carpintaria. É assim que estão a ser elaboradas propostas para criação de cooperativas cuja meta será transmitir os conhecimentos das práticas do uso da madeira.
Conforme o grupo de professores, boa parte dos conhecimentos e práticas da carpintaria e marcenaria tradicionais não estão a ser difundidos devido à falta de equipamentos, promoção de actualização de conhecimentos e motivação para a transmissão dos conhecimentos às geração mais novas.
A meta do governo brasileiro é ter uma estação experimental auto-sustentável, que permita abrigar professores, estudantes e pesquisadores envolvidos em pesquisas na área das ciências florestais.
A embaixada brasileira em Moçambique dá apoio logístico ao projecto.
Na sexta-feira (10) foi concluído um seminário no Cefloma no qual participaram mais de 30 professores, técnicos, docentes, alunos e técnicos pertencentes à industria madeireira. O objectivo foi difundir as novas técnicas que estão a ser implantadas.
A equipe brasileira também realizará palestras num outro seminário, nos próximos dias 16 a 17 deste mês, na cidade de Maputo. Pessoas de diversos países do continente africano participarão do evento.
RM/Assessoria de Comunicação da UFPR
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