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De: isaantunes  (Mensaje original) Enviado: 05/10/2010 23:08
Para apoiar a limitada e solitária linha de Sena, a solução mais rápida para o escoamento das quantidades industriais do carvão de Moatize é a navegação do rio Zambeze, o que poderá custar cerca de 200 milhões de dólares, segundo Casimiro Francisco. Enquanto isso, o tempo não pára de pressionar  os projectos de pesquisa e exploração de carvão no país, pelo que há que pensar rapidamente na logística para o transporte deste minério.

O tempo corre e, pelo menos, duas companhias mineiras deverão iniciar a exploração de carvão, em meados de 2011, na rica bacia de Moatize, província de Tete. Mas são ainda poucas as alternativas que se vislumbram para apoiar a limitada linha de Sena e o porto da Beira no escoamento das quantidades industriais de carvão que se prevêem produzir nos próximos tempos. O certo é que já não há mais tempo a perder e que o estabelecimento da logística, que visa garantir o transporte do carvão, deve arrancar brevemente, de modo a evitar que o minério fique retido no local de produção.

As previsões da Associação Moçambicana para o Desenvolvimento do Carvão Mineral (AMDCM) indicam que, em três anos, a via férrea Moatize – Beira estará saturada e não será possível transportar mais do que sete milhões de toneladas de carga por ano, numa altura em que as empresas mineiras revelam que já estarão a produzir perto de 16 milhões de toneladas de carvão anuais e que precisarão de ser exportadas para os diferentes mercados.

A alternativa capaz de salvar, a curto prazo, as mineradoras, de uma possível retenção da produção, por falta de logística para escoamento, é o rio Zambeze, apesar das objecções levantadas pelos ambientalistas, que receiam danos avultados à biodiversidade, por conta da navegação do mesmo. “Terminados os estudos ambientais correntes, em dois anos, temos o rio Zambeze pronto para ser navegado”, garantiu o presidente da AMDCM, Casimiro Francisco, para quem o uso do Zambeze como via de escoamento é, à partida, um projecto viável.

Ora, se as obras de construção e reabilitação da linha de Moatize – Nacala deverão durar no mínimo sete anos, não se pode considerar uma alternativa a curto prazo. A experiência da linha de Sena mostra que só a reabilitação leva vários anos. Assim, neste contexto, a breve trecho, só se pode contar, por um lado, com a ampliação da capacidade da linha de Sena (cuja capacidade de manuseamento de carga pode duplicar para 14 milhões de toneladas por ano) e, por outro,  com a aprovação da navegação do rio Zambeze.

“A construção deste tipo de infra-estruturas leva, geralmente, muito tempo, com o agravante de, neste momento, estarmos num caso muito particular em que precisamos de uma grande capacidade logística, num curto espaço de tempo. Isto implica que as medidas adicionais devem começar já, com o envolvimento do sector público e privado nestes projectos”, avisou  Casimiro Francisco. 

Refira-se que o Governo discutiu, na sua última sessão ordinária, decorrida na terça-feira, entre outros assuntos, a logística necessária para o transporte do carvão mineral em Tete, reconhecendo que esta matéria é um desafio para o país nos próximos tempos.

Os números que tiram sono às companhias de carvão

Dois anos após a Vale e a Riversdale iniciarem  a exploração de carvão  - prevista para o segundo semestre de 2011- deverão arrancar  três ou quatro projectos de produção do mesmo minério em Moçambique. Isto implica que será necessário aumentar a capacidade de resposta da logística necessária para o transporte e posterior exportação do carvão.

A Ncondezi Coal Company é, ao que tudo indica, a mineradora que vai seguir a Vale e a Riversdale na exploração de carvão em Moatize. Neste momento, existem 105 licenças de pesquisa e exploração de carvão mineral, atribuídas a várias companhias nacionais e estrangeiras do sector.  As projecções indicam que, até 2020, a produção das companhias mineiras deverá situar-se nos 40 milhões de toneladas por ano, o que vai exigir mais investimentos em logística, numa altura em que as quantidades de carvão produzidas, sobretudo em Moatize, estarão em permanente crescimento. Os dados da AMDCM apontam que, facilmente, se vão atingir quantidades próximas a 100 milhões de toneladas de carvão por ano.   

Navegar o rio Zambeze poderá custar 200 milhões USD

As obras para tornar o rio Zambeze navegável poderão custar cerca de 200 milhões de dólares, segundo relevou ao “O País” Casimiro Francisco. Mesmo assim, o presidente da AMDCM diz que é preciso esperar pelos estudos em curso para se apurar quanto será efectivamente necessário para tornar o grande Zambeze navegável. 

Leia mais na edição impressa do «Jornal O País»

 

 



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