Maputo (Canalmoz) - A empresa Electricidade de Moçambique (EDM) estima ter perdido, de Janeiro a Agosto deste ano, na província de Maputo – excepto em Magude e Marracuene, cerca de 150 milhões de meticais, devido a roubo de energia eléctrica. Porém, a EDM, para reverter o fenómeno, prevê investir cerca de 20 milhões de dólares norte-americanos. A EDM diz que para combater o roubo de energia eléctrica, cuja ocorrência é mormente conotada aos bairros periféricos das cidades de Maputo e Matola, irá instalar tecnologias que dificultam a infracção. As referidas tecnologias, que deverão custar cerca de 100 milhões de dólares norte-americanos, consistem na instalação de duplo contadores, dos quais um colocado a partir do poste de electricidade e outro na casa do consumidor. O projecto deverá abranger, só na Matola, três (3) mil clientes. Vai priorizar alguns bairros considerados críticos em roubos de energia como é o caso dos bairros Lingamo e Matola “A”. O director adjunto para área de Distribuição da Província de Maputo, Orlando Missa, diz que o roubo de energia é um problema crítico e crónico para a EDM. O prejuízo não só prejudica a empresa, mas também os clientes, uma vez que a reposição dos danos decorrente desse acto são onerosos. O tempo desses danos tem sido longo. Orlando Missa diz que a EDM não pretende sancionar as pessoas que se dedicam ao roubo de energia, mais, sim, consciencializá-las para enveredar por práticas construtivas.
Um milhão de multas não pagas
Missa revelou que na província de Maputo existe um milhão de multas impostas aos infractores, mas estes não estão a pagar. Nalguns casos, segundo Missa, os processos de exigência de pagamentos quando submetidos às autoridades competentes para uma cobrança coerciva, os tribunais, por exemplo, são ignorados. (António Frades)
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