Dadas as limitações daquele porto, para ser escalado por navios oceânicos, pretende-se avaliar a possibilidade do uso de barcaças para transportar carvão do terminal até ao alto-mar, donde seguirá para os mercados de consumo internacional.
Fonte da Riversdale não avançou os custos envolvidos, mas indicou que uma apresentação pública seguida de discussões sobre o projecto de transbordo do carvão através do Porto da Beira deverão ter lugar numa reunião agendada para dentro de dias naquela cidade portuária.
Esta constitui a estratégia adoptada pela empresa para minimizar os custos de transporte do carvão a ser extraído na região de Benga. Na província de Tete a companhia australiana é detentora de diversas licenças de exploração, cobrindo uma área combinada de aproximadamente 200 mil hectares.
A nossa fonte refere que neste momento o potencial de carvão em Tete é muito grande, o que resultou na necessidade de as empresas de exploração daquele recurso procurarem meios diversificados de transporte para os mercados.
Para além do transbordo a partir do Porto da Beira, a Riversdale tem estado a estudar a possibilidade de escoar o seu carvão através do rio Zambeze.
Com este projecto, já em estado avançado de investigação, o que se pretende é que pela via de barcaças leves o carvão seja escoado de Tete até à região de Chinde, onde estariam ancorados barcos de grande calado que depois fariam carregamento para os grandes mercados de consumo.
A equação do transporte fluvial deve-se à conclusão de que a linha de Sena está completamente esgotada.
No entanto, a longo prazo equaciona-se também a utilização do porto de águas profundas de Nacala, onde será necessária a construção de uma linha férrea com extensão de cerca de 900 quilómetros.
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